Saturday, January 19, 2008

Os meus sonhos e o Bairro do Montinho - Milfontes

Vou escrever aqui sobre uma experiencia que tive, há muitos anos, no final da minha infancia. Morava em Milfontes nessa altura e tinha o hábito de passear pela vila e arredores, depois de acabar as aulas, ao fim da tarde. Uma vez, decidi conhecer melhor o bairro do Montinho.
Saí da rua principal e meti-me pelas ruas daquele bairro em direcção ao rio. Comecei a descer e já só via arbustos, umas poucas casas; um vale lá em baixo e o rio. Mas intrigou-me uma casa em ruínas, naquele sítio, onde o vento uivava. A casa era pequena, só de rés-do-chão e já tinha ervas à volta e nos muros, para além de rachas e buracos. Senti um arrepio e que estava no fim do mundo. Estava em Milfontes, mas sentia-me afastado, no tempo e no espaço. De notar que quando entrei lá na zona eram três da tarde e quando saí e cheguei a casa já era noite. A minha mãe até ficou preocupada.

Sonho Lunar:

De madrugada, o vento batia forte e a cancela até se partiu com os movimentos. Custou-me a adormecer e ao sonhar vi-me de novo nessa zona do Montinho, como se tivesse saído do corpo em projecção astral. Passei por dois calceteiros que estavam ali na rua deserta e que me aconselharam o melhor caminho para lá chegar. Quando cheguei à tal casa em ruínas, eis que vejo um vulto; uma sombra, que parecia usar uma capa que voava: uma espécie de Sandman. Fugi daquele sítio apavorante e senti que o vulto me seguia pelas ruas de Milfontes. Toquei várias vezes à campainha e a cancela atrás de mim naquele movimento brusco a provocar um som de pesadelo. Nisto vejo o tal vulto a aproximar-se de mim, vestido de negro e a porta da minha casa abre-se. Vejo a luz da casa e o ser desaparece.
No dia seguinte, ao acordar, há um cachecol negro na minha cama, que nunca cheguei a descobrir de quem era. O vento estava mais fraco, mas deixou vestígios da passagem. A cancela estava toda escancarada.


Sonho Solar:

Dias depois, sonhei com essa zona outra vez, mas era um Bairro do Montinho diferente, com um vale luminoso e mulheres lavadeiras a estender os lençois na ribeira quase lá em baixo, junto ao Mira. Havia alegria nas poucas casas e nas janelas.

Wednesday, January 16, 2008

OVNI em S. Luis - Concelho de Odemira

Uma amiga minha de Milfontes, há cerca de dez anos, estava na casa da avó, em S. Luis (concelho de Odemira) quando viu uma luz branca, oval, que andava muito depressa...Foi numa noite de Verão, por volta das onze horas. Não se lembra de mais pormenores, até porque foi já há muito tempo.

Sunday, January 6, 2008

Abidis em Milfontes

Abidis - A lenda de Abidis entronca num mito, cuja primeira expressão escrita se reporta à fundação de Tartessos. Abidis ou Habidis são formas onomásticas modernas declinadas de Habis ou Abis, filho incestuoso do rei dos Cinetas, Gargoris, o melícola (inventor da apicultura e introdutor do processo de produção de mel). Foi o historiador Justino, no séc. II d.C.; quem, tendo por fundo uma narrativa de Tragus Pompeius, fixou o perfil hagiográfico deste herói tartéssico; abandonado recém-nascido para ser devorado pelas feras, seria alimentado por uma cerva, tendo crescido e vivido até à adolescência nos bosques. capturado e levado à presença de Gargoris, havia de ser identificado e reconhecido por este como filho e herdeiro.

in Portugal Sobrenatural, Volume I, de Manuel J. Gandra

Ora, com estas informações preciosas deste livro, chego a uma conclusão! Se foram os Cinetes, segundo o livro de Paulo Pereira, que fundaram Sines, e se um pouco a norte de Milfontes (Mellis Font - Fonte de Mel) fica a Angra da Cerva, está tudo explicado!

Sunday, November 18, 2007

"Casa Assombrada" de Vila Formosa, MIlfontes

O autor do blogue junto à Estranha Casa da Vila Formosa - Páscoa 2007

Tive oportunidade de subir várias vezes o caminho íngreme que vai do rio Mira(Vila Formosa), onde há umas casas de uns holandeses, até ao edifício abandonado, a que chamam "casa assombrada".

Esse edifício cor-de-rosa que está no cimo de uma colina, no meio do nada e que tem como companhia uma casa em ruínas, que ainda não sei bem para que servia, foi de uma Graça Campos, nos anos 50. Deve ter sido construído por volta dessa mesma década.

A casa tem uma escada em caracol, uma salinha com biblioteca e talvez...uma cave! Pelo menos foi o que consegui apurar, olhando pela janela, quando ainda não estava tapada por tijolos e ainda tinha lençóis brancos que se moviam e quase voavam com o vento...

O sítio onde está inserida a casa, é silêncioso e o vento é uma constante...O vento conta-me histórias indecifráveis, de tempos muito anteriores à construção do edifício. A família Campos seria alentejana ou de Lisboa? A casa faz lembrar aquelas construções maçonicas, como há muitas em Lisboa e arredores. Naquela altura, nos anos 50, estava muito em voga a arquitectura do Estado Novo, salazarista. Mas esta casa é diferente. Podia colocar esta casa à vontade, em certos países como Alemanha ou Áustria. Pode ter sido a casa de um maçon. como pode ter sido de uma pessoa pertencente a uma sociedade secreta qualquer(Rosa-Cruz; Carbonária; Golden Dawn; O.T.O.)

Qual o objectivo de construir ali naquele sítio "formoso", a uns metros de uma das mais belas cascatas do concelho de Odemira e numa zona verde, protegida, pulmão de Milfontes, uma casa tão sombria? Que segredos esconde a casa? Da cave parte algum túnel que vai dar aos túneis das furnas e grutas lá existentes? Terá a Ordem de Cristo sabido desta zona? Que energias e dimensões desconhecidas se abrem para a humanidade naquele lugar?

Friday, November 2, 2007

Numerologia e Vila Nova de Milfontes

Segundo a tradição Pitagórica da numerologia, todos os nomes têm um número correspondente. Até as localidades!...Até os sítios mais pequeninos!...Fiz os meus cálculos para Vila Nova de Milfontes e deu isto:

V I L A N O V A M I L F O N T E S
4 9 3 1 5 6 4 1 4 9 3 6 6 5 2 5 1 = 2

O número de Vila Nova de Milfontes é o 2.
Tem como planetas Vénus e o satélite Lua, mas nestas tradições conta como planeta.
Uma terra feminina.
O signo é Caranguejo.
Os arcanos do Tarot são a Papisa e o Julgamento.
Terra de pessoas sensíveis; intuitivas; com gostos artísticos e são por norma pacientes.
Dualidade

De notar a quantidade de histórias de sereias que se contam em Milfontes. As grutas e furnas das praias circundantes, como entradas no corpo da Mãe-Terra são evidentes.

Nossa Senhora da Graça - Afrodite? Vénus?

Saturday, August 18, 2007

Os Corvos no Litoral Alentejano


Imagem tirada de http://www.naturlink.pt/

Em Odemira, há o jardim da Fonte Férrea, onde se dão passeios maravilhosos, por entre a mata, ou rumo ao chafariz do qual vêm águas ricas em ferro, avermelhadas, a fazer lembrar as águas de Glastonbury, no Reino Unido...O vermelho associado ao sangue do Cristo Andrógino; ao graal; ou ao sangue menstrual das sacerdotisas de Avalon.
Ora esse jardim era guardado por um corvo há uns anos atrás, o que dava um tom de mistério...Num sítio escondido, junto à casinha do proprietário, com as ferramentas de jardinagem, e junto àquelas árvores bem escolhidas, lá estava o corvo imponente e negro que nem as rochas do litoral!...
É no Alentejo e Algarve, onde há mais localidades e sítios com o nome corvo. No concelho de Odemira temos: Vale Corvo; Vale de Corvo de Baixo; Corvos...No concelho de Monchique temos Foz de Corvos. Temos Monte dos Corvos em Almodôvar...E por aí fora nesse sul tão místico!...
Segundo as lendas e tradições, o corvo sempre foi considerado com poderes sobrenaturais, com capacidade de se transformar em humano e com o dom da profecia. Era do corvo que se faziam amuletos ou talismãs...São Vicente foi levado numa barca por dois corvos até Lisboa. A bandeira de Lisboa tem os corvos e o barco a preto e branco. Os sacerdotes do paganismo de várias regiões faziam-se acompanhar por corvos. Os desenhos animados "Heckel and Jeckel" que tanto animaram a pequenada nos anos 60 e 70 tinham como personagens principais dois corvos. A série de televisão dos anos 90, de David Lynch, "Twin Peaks", tinha uma personagem estranha que se deixava acompanhar por um corvo e que ajudou o agente Dale Cooper na investigação da morte de Laura Palmer.
Mas porque é que no sul de Portugal, e principalmente no concelho de Odemira, há tanta referencia a corvos? Fica a questão em aberto...

Thursday, August 2, 2007

Nestes mares triangulares,
existe uma rede que nos tenta apanhar.
Nós, seres da bruma e do feminino
recusamos um isco sedutor
que vem de cima.
As correntes levam-nos para local incerto,
talvez para o começo de um mundo,
onde as nossas vozes que vêm das profundezas,
são as vozes dos pequenos seres
em luta contra gigantes donos de terras.
Riscamos as águas com lápis de algas
e sem notarmos bem,
há demasiada cor azul que nos entra
pelos corpos ansiosos de aventuras.
Os mares são sinais que uma mulher deixa
e os homens marinhos não alcançam
o centro impulsor marinho
espezinhado pelos gigantes solares...

André